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Dentro do universo BDSM, existem os rubberistas, pessoas que..

Dentro do universo BDSM, existem os rubberistas, pessoas que têm fetiche por roupas de látex e vinil. A cultura rubber (palavra em inglês para borracha) surgiu nos Estados Unidos e na Europa, entre as décadas de 1970 e 1980. Até hoje, é uma das estéticas mais relacionadas ao fetichismo de uma forma geral. Rubberistas têm atração sexual não só por usar peças de látex, mas também, em alguns casos, pelas próprias roupas. O que sempre me fascinou foi a despersonificação que é possível alcançar com um traje completo de latex, catsuit, máscara… assumindo então outra personalidade, outro nome… outra atmosfera. É como se por algumas horas, fosse possível adentrar em um portal, onde sua vida social, RG, CPF não importam! Aqui dentro só o prazer e a imaginação tomam conta. Isso me fascinaaaa. Em um fetiche em que se dá tanta importância ao vestuário, é de se esperar que o momento em que todo mundo fica completamente nu não chegue. Mesmo quando há sexo, muitos de nós rubberistas optamos por não tirar completamente o traje, ficar com alguns acessórios, ou mesmo abrir apenas o espaço das genitálias… Esse fetiche por látex pode se manifestar através de todos os sentidos. Desde um simples estímulo visual pelas roupas, o prazer pelo tato no contato físico com o material, o cheiro, o gosto e os ruídos sonoros provocados pela borracha atraem! A roupa funciona como um tipo de second skin, isso faz com que o toque seja indireto, mas, ao mesmo tempo, a sensação seja quase tão intensa quanto a de estar nu 💦😈. E qual é a lógica fetiche por látex? Como em qualquer outro fetiche, não podemos nos prender em tentar explicar o que é prazeiroso e ponto final. Reage no cérebro, ativa uma gavetinha inexplicável de excitação, é algo que está dentro de cada um e não é preciso um motivo ou uma lógica. No entanto, é claro que entender mais não faz mal nenhum. Apenas lembre-se de não achar que alguém deve justificativas pelos próprios interesses sexuais. Seja o fetiche por látex ou qualquer outro desejo. Prazer é individual, único e intransferível. Sentir prazer é algo legítimo e viver fantasias e desejos é se aproximar daquilo que existe de mais primitivo e íntimo em cada um de nós…


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